|
O aumento da taxa básica de juros (Selic) para 10,75% ao ano provocou manifestações de indignação no comércio, repúdio na indústria e desalento nos trabalhadores. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro, disse que não haveria necessidade de aumento da taxa de juros, já que a economia está estável e a inflação equilibrada. O aumento da Selic vai gerar menos investimentos no país, segundo Pellizzaro, e pode até desequilibrar a expansão econômica verificada nos últimos meses, gerando aumento de preços pelo comércio. Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota logo depois da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na qual manifesta o “sentimento de repúdio” do setor produtivo pela elevação da Selic. Os industriais discordam do que chamam de “política equivocada” de aumento dos juros “simplesmente para que as expectativas de mercado não sejam contrariadas”. O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lamenta que o Copom tenha perdido a oportunidade de tirar do Brasil o título de recordista mundial de juros altos. Ele lembra que o aumento de juros já foi adotado em outros governos, trazendo como consequência a recessão da economia.
O que é a Selic? A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são “empurrados” para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais “caro” fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível. |
|
Comércio, indústria e trabalhadores contestam alta da taxa Selic |
|
Economia |


|
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. |