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Associações da indústria do petróleo repercutem chegada de José Mauro ao comando da Petrobrás

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o ex-secretário de Petróleo José Mauro Ferreira Coelho para a presidência da Petrobras

O executivo José Mauro Coelho foi eleito dia 13/04 para o Conselho de Administração (CA) da Petrobras e os conselheiros o elegeram para o cargo de presidente da Petrobras para um mandato de um ano. Cinco importantes nomes da indústria brasileira de óleo e gás repercutiu a troca no comando da petroleira. No geral, o mercado recebeu muito bem a escolha de José Mauro para a presidência da Petrobrás. A exceção fica mesmo na categoria dos petroleiros, que temem pela manutenção da atual política de preços da estatal.

 

As considerações da Gerente de Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso. A executiva disse que recebeu com expectativa a notícia de indicação e a aprovação em assembleia do nome de José Mauro. Para ela, a chegada do novo presidente da Petrobras representará o início de um novo e importante marco no comando e atuação da empresa.

“José Mauro é um profissional com histórico exemplar e com excelente capacidade de escuta e articulação. A relevância da Petrobras para o país e para o estado do Rio de Janeiro nos faz acreditar que a aprovação do novo presidente, junto com seu Conselho de Administração, manterá a empresa em sua rota de recuperação e ampliará sua capacidade de contribuir com a construção de uma nova jornada de crescimento econômico no estado, ampliando o poder de transformação da indústria”, avaliou Karine.

 

No setor de gás liquefeito de petróleo (GLP), as expectativas também estão positivas. É o que afirma o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello. “Sempre tivemos uma experiência bastante exitosa no relacionamento com José Mauro, desde quando dirigia a área de petróleo e gás da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ele se mostrou um hábil negociador nas revisões de políticas energéticas que afugentavam investidores privados ou criavam onerações tributárias na área do GLP”, contou.

Bandeira de Mello afirmou também que a relação com o setor de GLP também foi muito frutífera na convivência durante o período em que José Mauro ocupou a função de secretário de petróleo e gás no Ministério de Minas e Energia. “José Mauro Coelho sempre teve um olhar pró-mercado, mas com total compreensão do impacto social do GLP para os brasileiros, em especial os mais vulneráveis. Desejamos muito sucesso na sua nova missão”, concluiu.

 

Assim como o Sindigás, outra organização que também ressaltou o histórico profissional de José Mauro foi a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro). O presidente da entidade, Rodrigo Ribeiro, também acredita que a nova gestão da petroleira será exitosa, com bons resultados para o país. “A ABESPetro, associação que representa o primeiro elo da cadeia das empresas de fornecimento de bens e serviços para a indústria de óleo e gás, deseja muito sucesso ao Presidente José Mauro Coelho. Gerenciar a maior empresa brasileira é uma missão complexa, que requer um raro conjunto de experiências e competências”, disse Ribeiro.

O presidente da ABESPetro declarou ainda que tem “plena convicção de que as qualificações do novo presidente, somada aos quase 70 anos de vida da empresa, sua inequívoca liderança tecnológica global e a competência de seu quadro de funcionários, resultará em gestão profícua e que permanecerá contribuindo para o desenvolvimento do Brasil”.

De todos os entrevistados ouvidos pelo Petronotícias, o único a fazer críticas à nova gestão foi o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar. Para ele, José Mauro é um “tecnocrata” que “nunca administrou uma empresa”. Ainda de acordo com Bacelar, é “preocupante” um profissional com esse perfil presidir a maior e mais importante companhia do Brasil. Outra crítica do líder da FUP reside na expectativa de que a Petrobrás permanecerá com a atual política de preços de combustíveis.

“O novo conselho de administração da Petrobrás para o período de 2022 a 2024, eleito nesta quarta-feira em Assembleia Geral Ordinária (AGO), representa mais do mesmo: uma nova direção para manter a mesma política equivocada de Preço de Paridade de Importação (PPI)”, analisou. “A decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da estatal, colocando na presidência José Mauro Ferreira Coelho, homem de sua confiança, é uma estratégia para ganhar tempo e preservar o PPI, tão defendido por agentes do mercado e tão nocivo aos brasileiros. Coelho é favorável ao alinhamento de preços do diesel e gasolina ao mercado internacional”, acrescentou.

Enquanto isso, o secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás Natural (Abpip), Anabal Santos Jr., vê que foi muito “acertada e oportuna” a escolha de conduzir José Mauro à presidência da Petrobrás. Assim como seus pares da indústria, o secretário da Abpip avalia que o novo presidente da estatal tem uma “consagrada carreira profissional”, tendo ocupado cargos importantes vinculados ao setor de petróleo e Gás.

“Ele foi o responsável pela implantação da metodologia do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate) e foi o idealizador do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), o que lhe confere uma visão mais global do papel da Petrobras no contexto atual do mercado de Petróleo e Gás. Perfil muito apropriado para o momento”, avaliou Anabal.

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