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Prefeito Orlando Morando é recebido pela Toyota para discutir alternativas para São Bernardo

Montadora afirmou que a mudança será feita de forma gradual a partir de dezembro; processo deve ser concluído em novembro de 2023. Aberta em 1962, fábrica foi a primeira fora do Japão.

A Toyota do Brasil e o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, se encontraram na quinta-feira (7/4), seguindo filosofia de manter o diálogo aberto e respeitoso.

 

A Toyota reiterou sua decisão, e no melhor espírito de contribuição para as sociedades onde está inserida, concordou em discutir alternativas para o espaço onde está localizada a unidade fabril da empresa. Com isso, será aberta uma comissão para ampliar esse debate e buscar soluções.

 

“Respeitamos a história de São Bernardo do Campo e queremos contribuir para que a cidade encontre novos caminhos para gerar negócios e empregos”, acrescenta Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

ANUNCIO DE FECHAMENTO PELA TOYOTA

A Toyota anunciou na terça-feira (05/04) que vai fechar a sua fábrica em São Bernardo do Campo - a primeira fora do Japão - e transferir a produção para suas outras instalações fabris no estado de São Paulo.

A montadora afirmou que a mudança será feita de forma gradual a partir de dezembro com conclusão prevista para novembro de 2023.

"É importante dizer que o movimento prevê manutenção de emprego, ou seja, será oferecida oportunidade a 100% dos colaboradores que hoje trabalham na operação do ABC paulista", afirmou a montadora.

A fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo foi aberta em 1962 e emprega cerca de 550 funcionários. A unidade produz componentes que abastecem a fábrica de motores em Porto Feliz (SP), que servem aos modelos Etios, Yaris e Corolla, e exporta peças para os Estados Unidos, para montagem do motor do sedã Camry, segundo informações da empresa.

O anúncio foi feito alguns dias depois que a montadora divulgou investimento de R$ 50 milhões em sua fábrica em Indaiatuba (SP), que produz o Corolla sedã.

O plano prevê a transferência das atividades de São Bernardo do Campo para fábricas em Indaiatuba, Porto Feliz e Sorocaba. "A iniciativa tem por objetivo buscar mais sinergia entre suas unidades produtivas e faz parte de busca de mais competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade de negócios no país", afirmou a montadora.

Com o fechamento da fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo, o estado de São Paulo acumula nos últimos anos anúncios de fechamentos de três fábricas de veículos.

Antes do anúncio da montadora japonesa, a Ford, anunciou fechamento de fábrica em São Bernardo do Campo e Mercedes-Benz, em Iracemápolis. Esta última foi vendida à chinesa Great Wall Motors.

Segundo dados da associação de fabricantes de veículos, Anfavea, em 2021, pela primeira vez na história, o Estado de São Paulo não liderou as vendas de veículos no país, cedendo o posto a Minas Gerais e amargando uma queda de 8%.

NOTA DA PREFEITURA APÓS ANUNCIO DE FECHAMENTO 

A Prefeitura de São Bernardo foi comunicada na tarde da terça-feira (05/04), de que o setor administrativo da montadora Toyota será transferido de São Bernardo e que os empregos serão preservados.

 

O comunicado foi feito pelo diretor de Relações Governamentais da empresa, Roberto Braun, ao prefeito Orlando Morando, detalhando que a decisão ocorre porque no espaço industrial estava apenas em funcionamento o operacional administrativo – produção de veículos já estava paralisada. Desta forma, a companhia vai remanejar seus colaboradores para outras filiais, sem realizar demissões.

 

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, lamentou a decisão da empresa, uma vez que a marca inaugurou sua fábrica no município em 1962 – a primeira unidade construída fora do Japão. Além disso, os representantes da empresa sempre foram bem acolhidos e recebidos pela Administração Municipal, o que não justifica a sua desmobilização da cidade. O prefeito ressalta também que irá procurar o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, visando mudar essa decisão da companhia.    

 

A Prefeitura de São Bernardo do Campo vem trabalhando com uma plataforma prioritária na política de empregos, gerando de renda e aquecimento da economia local.

 

O último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, referente ao mês de fevereiro, o município registrou saldo positivo de 2.358 novos postos de trabalho criados, número que o colocou na liderança do quesito de geração de empregos com carteira assinada na região do Grande ABC. No período, foram 12.052 contratações e 9.694 demissões na esfera local, computando variação de 0,94%. O levantamento assinado pelo governo federal aponta que São Bernardo é puxado, principalmente pelo setor de serviços, responsável por 7.984 contratações no mês, saldo de 2.137, e pela construção, com 718 empregos formais, sendo 156 de saldo. Na sequência aparece comércio com 2.177 carteiras de trabalho assinadas.

 

A cidade de São Bernardo tem somado investimentos diretos de mais de R$ 9 bilhões entre 2021 e 2022, gerando até 230 mil postos de trabalho, de acordo com mapeamento desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). As projeções englobam aportes privados (R$ 6,5 bilhões), públicos (R$ 2,2 bilhões) e parcerias (R$ 340,3 milhões).

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